Um trabalhador ferroviário escapou por escassos segundos de ser atingido por um comboio, num incidente considerado chocante e potencialmente fatal, ocorrido na noite de 7 de março de 2026, em Harpenden, Hertfordshire, no Reino Unido.

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O comboio da operadora Govia Thameslink Railway circulava a cerca de 100 km/h (62 mph), afastando-se de Londres, quando esteve muito próximo de colidir com um supervisor de engenharia que se encontrava na via.
Segundo as informações disponíveis, o trabalhador tinha acedido à linha através de um ponto autorizado para instalar sinalização de obras em duas vias adjacentes, que estavam encerradas ao tráfego ferroviário para trabalhos noturnos.
Investigação analisa falhas no planeamento e acesso às vias
De acordo com a investigação preliminar, o supervisor acabou por caminhar inadvertidamente na via que permanecia aberta à circulação, o que originou a situação de quase colisão.
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Imagens captadas pela câmara frontal do comboio mostram que o trabalhador só se apercebeu da aproximação do veículo no último instante, conseguindo saltar para fora da linha cerca de um segundo antes da passagem.
A Rail Accident Investigation Branch (RAIB) abriu uma investigação para apurar as circunstâncias do incidente. O organismo pretende analisar os acontecimentos que antecederam o episódio, bem como avaliar os procedimentos de planeamento e acesso às vias encerradas para a realização dos trabalhos.
Em comunicado, a entidade destacou que ambas as linhas destinadas à intervenção estavam devidamente interditas ao tráfego, no âmbito de uma operação noturna entre Radlett Junction e Flitwick Junction. Ainda assim, a presença do trabalhador na linha ativa levanta questões sobre os protocolos de segurança e a sua implementação no terreno.
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O caso reacende o debate sobre a segurança dos trabalhadores ferroviários e a necessidade de reforçar medidas que previnam situações de risco elevado nas operações de manutenção.

