Falta de vacinas da gripe nas farmácias para utentes não elegíveis

A Associação Nacional de Farmácias (ANF) confirmou esta sexta-feira que várias farmácias do país estão a enfrentar dificuldades na vacinação contra a gripe para pessoas que não integram os grupos prioritários definidos pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Pessoa tomando vacina
Falta de vacinas da gripe nas farmácias para utentes não elegíveis © José Coelho / Lusa

Segundo a associação, a origem do problema está no esgotamento das vacinas destinadas ao contingente privado, cuja aquisição depende dos laboratórios e distribuidores.

De acordo com a ANF, os laboratórios “já confirmaram não possuir mais vacinas destinadas ao contingente privado”, situação que impede as farmácias de garantir doses para utentes que pretendem vacinar-se mediante receita médica, mas que não têm direito à vacinação gratuita.

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A associação explica ainda que estes constrangimentos têm sido transversais às redes de distribuição, limitando a capacidade de resposta nesta fase da campanha.

Grupos elegíveis com fornecimento assegurado

Apesar da escassez para o público geral, a ANF sublinha que não existe falta de vacinas para os grupos considerados de risco, cuja imunização é garantida gratuitamente pelo Estado.

A associação frisa que as farmácias continuam a dispor de doses suficientes para cumprir os objetivos da campanha sazonal do SNS, assegurando a vacinação de idosos, doentes crónicos, grávidas e outros grupos prioritários.

Os dados mais recentes da Direção-Geral da Saúde (DGS) revelam que cerca de 2,3 milhões de vacinas já foram administradas desde setembro, quando teve início a campanha de outono-inverno.

A cobertura vacinal entre a população com mais de 60 anos situa-se nos 60,7%, atingindo 83,1% entre os idosos com 85 ou mais anos — números que refletem uma forte adesão dos grupos de maior risco.

Autoridades destacam elevada adesão dos portugueses

A diretora-geral da Saúde, Rita Sá Machado, manifestou esta semana satisfação com o ritmo da vacinação, referindo que os portugueses têm respondido positivamente ao apelo das autoridades de saúde.

A responsável destacou também o aumento da adesão entre profissionais de saúde, um fator considerado essencial para a proteção dos mais vulneráveis e para a redução da pressão sobre os serviços hospitalares durante o inverno.

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Campanha decorre até abril e envolve 2.500 farmácias

A Campanha de Vacinação Sazonal Outono-Inverno 2025-2026 mantém-se ativa até 30 de abril de 2026. A administração das vacinas é assegurada pelas unidades do SNS e por cerca de 2.500 farmácias comunitárias distribuídas pelo país.

Apesar dos constrangimentos no contingente privado, as autoridades continuam a reforçar a importância da vacinação, sobretudo para os grupos de risco, recomendando que os utentes contactem as farmácias ou centros de saúde para confirmar a disponibilidade de doses.

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