STF marca julgamento do caso Marielle para fevereiro de 2026

O ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), definiu que o julgamento do caso Marielle Franco ocorrerá nos dias 24 e 25 de fevereiro de 2026.

O processo, de relatoria do ministro Alexandre de Moraes, encontra-se pronto para julgamento após o encerramento da instrução e a apresentação das alegações finais do Ministério Público, das assistentes de acusação e das defesas.

STF marca julgamento do caso Marielle para fevereiro de 2026
STF marca julgamento do caso Marielle para fevereiro de 2026 © Rosinei Coutinho/STF

A decisão de convocar as sessões ocorreu a pedido de Moraes, que enviou o pedido a Dino na quinta-feira (4). O anúncio oficial foi feito nesta sexta-feira (5).

O crime que chocou o Brasil

A vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram assassinados em 14 de março de 2018, no Centro do Rio de Janeiro.

PUBLICIDADE

Carro apreendido por falta de seguro? Cotação de seguro para veículos apreendidos pela polícia no Reino Unido por falta de seguro ou de documentação.

De acordo com as investigações, o carro em que estavam foi seguido e atingido por disparos, resultando na morte imediata de ambos. A assessora Fernanda Chaves sobreviveu ao atentado.

Marielle, conhecida por seu ativismo pelos direitos humanos, principalmente de mulheres negras e da população LGBTQIA+, tornou-se símbolo da luta contra a violência e a milícia no Rio de Janeiro. A morte da vereadora provocou comoção nacional e internacional, além de intensificar o debate sobre segurança pública e impunidade no Brasil.

O processo no STF envolve crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio e organização criminosa, com base em evidências reunidas ao longo de mais de sete anos de investigação.

Réus no STF e suas alegações

O julgamento terá como réus cinco pessoas, apontadas pelas investigações da Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR):

  • Chiquinho Brazão (deputado federal) — apontado como mandante do crime, negou conhecer Ronnie Lessa e afirmou ter tido apenas quatro encontros com o intermediário conhecido como Macalé. Declarou ter tido uma relação amistosa com Marielle.
  • Domingos Brazão (ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Rio) — também acusado de ser mandante, afirmou não compreender as acusações e relatou impacto emocional profundo, incluindo perda de peso e sofrimento familiar, após a prisão.
  • Rivaldo Barbosa (ex-delegado) — acusado de ser o mentor intelectual do crime, disse ter sido vítima de falsas acusações e sugeriu que outro indivíduo poderia ter sido o verdadeiro mandante.
  • Ronald Paulo Alves Pereira (Major Ronald) — indicado como responsável por monitorar a rotina de Marielle, alega inocência em relação à execução do crime.
  • Robson Calixto Fonseca (Peixe) — ex-PM e ex-assessor de Domingos Brazão, acusado de auxiliar na ocultação de provas e repasse de recursos financeiros, negou participação direta, afirmando que seu envolvimento se limitava a funções administrativas.

Segundo a PGR, Calixto foi responsável por repassar informações sobre a rotina da vereadora, que teriam sido utilizadas por Ronnie Lessa para executar o atentado.

Andamento processual e expectativas

O caso está sendo acompanhado de perto pela sociedade civil e pela mídia, dada a gravidade e repercussão do crime.

A instrução já foi concluída, e as alegações finais das partes foram entregues, permitindo que a Primeira Turma do STF prossiga com o julgamento.

PUBLICIDADE

Conduz no Reino Unido? Compare preços de seguros de mais de 100 seguradoras em menos de 3 minutos no portal de comparação de seguros Icompare4u.

O relator Alexandre de Moraes desempenhou papel central na análise das provas, incluindo depoimentos, documentos e evidências materiais reunidas durante a investigação.

O julgamento deve consolidar interpretações jurídicas sobre a participação de cada réu e definir responsabilidades criminais.

Especialistas apontam que o desfecho poderá ter impactos significativos na luta contra a milícia, na proteção de defensores de direitos humanos e na credibilidade das instituições judiciais brasileiras.

Scroll to Top