Máscaras obrigatórias no Metro de Londres para Doentes

Aumento significativo de casos de gripe atinge Londres, com especialistas a recomendarem o uso de máscaras e vacinação.

Um passageiro do metro de Londres usando máscara.
Máscaras obrigatórias no Metro de Londres para doentes © PA

Londres enfrenta uma onda de gripe sem precedentes

Daniel Elkeles, diretor executivo da NHS Providers, entidade que representa os hospitais do Reino Unido, alertou para a “gigantesca onda” de gripe que está a afetar a capital inglesa e outras partes do país. Em declarações à imprensa, Elkeles afirmou que a situação está a colocar o sistema de saúde britânico em “território desconhecido e sem precedentes”. Segundo ele, a gripe deste ano é uma variante particularmente agressiva, que está a propagar-se de forma alarmante, mesmo com as temperaturas mais amenas.

Supergripe e medidas de prevenção

O responsável sublinhou que a transmissão da gripe está a ocorrer de forma rápida devido à combinação de fatores, como o regresso das crianças às escolas antes das férias de Natal e as condições climáticas quentes e húmidas, perfeitas para a propagação do vírus. Ele recomendou enfaticamente que todas as pessoas com tosse ou espirros usem máscaras ao circularem em espaços públicos, especialmente no transporte público, para evitar o contágio de outras pessoas.

PUBLICIDADE

Carro apreendido por falta de seguro? Cotação de seguro para veículos apreendidos pela polícia no Reino Unido por falta de seguro ou de documentação.

“Se não está doente o suficiente para faltar ao trabalho, mas tem tosse ou espirros, deve usar uma máscara. Foi assim que nos protegemos durante a pandemia de Covid-19 e devemos voltar a adotar este comportamento agora”, afirmou Elkeles.

Além disso, ele fez um apelo enfático para que a população se vacinasse contra a gripe, ressaltando que, para aqueles que não têm direito à vacinação gratuita, gastar entre 15 e 20 libras em uma vacina nas farmácias representa um “investimento importante”.

Hospitais e centros de saúde enfrentam aumento de casos

A situação já levou alguns hospitais londrinos a tomar medidas mais rigorosas. O Whittington Health NHS Trust, por exemplo, pediu aos visitantes que utilizem máscara ao entrar nas zonas de urgência e nas enfermarias, além de recomendar que quem apresente sintomas de gripe evite deslocar-se ao hospital, para não correr o risco de transmitir o vírus a outras pessoas.

Whittington Health NHS Trust
Whittington Health NHS Trust © Direitos Reservados

Os números são alarmantes: o número de hospitalizações devido à gripe triplicou nas últimas semanas e, segundo as autoridades de saúde, ainda não há previsão de pico para a onda de gripe. O aumento de casos tem sobrecarregado os serviços de ambulâncias, que estão a lidar com centenas de casos adicionais por semana.

A gripe deste ano é causada por uma estirpe do vírus A(H3N2), conhecida como ‘superflu’, mais contagiosa do que as variantes anteriores. A cepa em circulação, denominada ‘subclade K’, tem sido a principal responsável pelo aumento de infecções e pelo grande número de hospitalizações.

PUBLICIDADE

Conduz no Reino Unido? Compare preços de seguros de mais de 100 seguradoras em menos de 3 minutos no portal de comparação de seguros Icompare4u.

O sistema de saúde enfrentará um Natal desafiador

Além da pressão causada pela gripe, o NHS está a enfrentar uma greve dos médicos residentes (antigos “junior doctors”), que também ameaça aumentar a pressão sobre o sistema de saúde durante a época festiva. O governo britânico pediu que os médicos suspendessem a greve, destacando a importância de garantir a disponibilidade dos profissionais de saúde, especialmente nas semanas que antecedem o Natal.

A Secretária de Transportes, Heidi Alexander, comentou sobre a situação, afirmando que a população precisa sentir confiança ao procurar assistência hospitalar neste período. “Estamos a entrar numa época difícil para o NHS e é crucial que as pessoas saibam que o sistema de saúde estará disponível quando necessário”, disse ela.

Scroll to Top