Um estudante de 21 anos, identificado como Danilo Kuzmin, foi encontrado morto no interior do Mercedes do pai, totalmente carbonizado, sob uma ponte em Viena.

As autoridades austríacas acreditam que o jovem terá sido alvo de extorsão relacionada a uma quantia significativa em criptomoedas.
O caso levou à detenção de dois suspeitos, ambos cidadãos ucranianos, incluindo um colega de universidade de 19 anos.
Danilo, filho do vice-presidente da câmara de Kharkiv, vivia na capital austríaca há vários anos, depois de ter deixado a Ucrânia na sequência da invasão russa.
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O estado do corpo — com queimaduras que cobriam cerca de 80% da superfície — dificultou inicialmente a identificação, que só foi possível após a apresentação de participações de desaparecimento por parte da família e de um amigo.
Violência extrema antes de ser queimado vivo
O exame pós-morte revelou que o estudante sofreu traumatismos severos, incluindo lesões na cabeça e dentes partidos, antes de ser colocado no veículo incendiado.
A causa da morte foi atribuída a sufocação ou choque térmico, ocorrendo já depois do início do fogo. No interior do automóvel, que tinha matrícula ucraniana e funcionava a gasóleo, foi encontrada uma lata derretida de combustível, confirmando tratar-se de fogo posto.

A investigação aponta para que Danilo tenha sido atraído a uma garagem subterrânea de um hotel de luxo, onde foi agredido e forçado a entrar no carro.
As autoridades também identificaram uma transferência de elevado valor proveniente da carteira de criptomoedas do jovem, reforçando a hipótese de extorsão.
Imagens de videovigilância terão ainda captado o suspeito de 19 anos a comprar um recipiente para combustível numa estação de serviço da cidade.
Processo criminal decorrerá na Ucrânia
Os dois suspeitos foram identificados e acabou por ser emitido um mandado de captura internacional, após se confirmar que tinham abandonado a Áustria.
Ambos foram detetados ao entrar na Ucrânia na manhã seguinte ao homicídio e acabaram detidos pelas autoridades ucranianas no mesmo dia.
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A Áustria aceitou que o processo-crime seja conduzido na Ucrânia, mantendo-se, contudo, a colaborar com a investigação para apoiar a acusação.
Até ao momento, não foi revelado se os detidos confessaram ou negaram envolvimento no homicídio de Danilo Kuzmin.

